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sábado, 17 de abril de 2010

Nossa semana

Essa semana quase não postei porque as coisas estão bem agitadas por aqui. O comportamento do Gabriel não tem ajudado e ainda por cima está gripado e febril. Já esperava isso, já que não tem se alimentado direito. Nunca sente fome. Só faz alguma refeição se "ganhar" algo: ou assistir um filme ou ir na locadora enfim qualquer coisa que ele goste muito, caso contrário fica sem comer. Tá complicado porque uma coisa leva a outra. Se não se alimenta não fica bom e se está doente não tem apetite. Está tossindo bastante e não consigo dar um xarope fitoterápico porque ele vomita tudo. O que salva é água, suco, vitamina C e olhe lá. Estou fazendo nebulização com soro e parece que não melhora. Continua tossindo e com febre. A agressividade está dando sinais de aumento. Agora até por motivo nenhum ele vem e bate. Quando confrontado ele vai pro quarto e bate a porta com força. Isso já tinha melhorado, mas voltou com força total. O portal está ficando quebrado com o impacto das batidas. Acredito que os vizinhos não devem entender nada, mas no final da noite as batidas acontecem como se marcadas no relógio. Todo dia, no mesmo horário. A orientação da Cíntia é ignorar. Peço que orem para Deus me dar mais paciência, pois tem comportamentos difíceis de ignorar.

Na quarta, levei o Gabriel para consulta com a Dra Tatiana, uma amiga odontopediatra. Foi consulta de rotina e para ver o tal dente que está "mole". Foi cansativa por vários motivos. Primeiro não quis escovar os dentes antes da consulta, fugiu e corri atrás até alcançá-lo, ganhei alguns arranhões e beliscões por isso. Não o convenci a escovar espontaneamente, foi à força mesmo. Eu e uma auxiliar nos ajudamos na imobilização para permitir a visualização dos dentes. Não houve conversa ou brinquedo que o convencesse a sentar na cadeira e abrir a boca. Prometi dar outro Lego do Star Wars e nada. Prometi deixar ele ir pro computador e foi inútil. Prometi levá-lo na locadora depois da consulta e também não deu certo. Agora ele já se deu conta do processo de negociação e quando ele vê que estamos querendo que ele faça algo em troca, ele vai dizendo: não quero mesmo. Eu posso com isso? Por isso as técnicas a La Super Nanny não davam e continuam não dando certo. Até a Cíntia diz que está cada vez mais difícil negociar com ele também. Imagine ela como psicóloga está achando isso, imagina euzinha. No final das contas, a Tati conseguiu examinar e aplicar flúor. Menos mal. Saí de lá toda suada por fazer tanta força. Como odontopediatra fico tranquila por saber que isso não tramautiza, mas tenho receio de com o passar dos anos, com ele maior e mais forte, não consigamos imobilizá-lo. Só a chegada da maturidade é que realmente fará diferença. O que eu não entendo é que ele foi crescendo e achando ruim ir ao dentista sem sequer ter tido uma experiência ruim, como dor ou desconforto. Até porque não tem nenhum problema como cárie por exemplo (e se tivesse não me perdoaria) Mas enfim tem coisas que não conseguimos explicar. Com a concordância da Tia Tati (já que conseguiu examinar e aplicar flúor) passamos na locadora e ele pegou dois filmes: Shrek 3 e Toy Story. Pediu pipoca, mas ainda não achei milho orgânico, se alguém souber nos avise, estamos à procura. Sei que existe, mas ainda não descobri onde vende.

Para finalizar coloco fotos da época áurea do Gabriel onde ir ao dentista era algo divertido e atraente. Fofo, não acham?