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segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Mais uma tentativa de atualizar

Ai caramba quanta coisa aconteceu e eu sem escrever. Algumas coisas boas outras nem tanto. Espero que nesse mês eu consiga colocar o blog em dia. Farei um resuminho básico pra deixar os marcos do Gabriel bem documentados, afinal nada pode passar batido.


Gabriel tá aprendendo a se vestir sozinho, desde o finalzinho de agosto. Alguns dias mais facilmente que outros, mas no geral a gente tem delegado essa função a ele. Tem dias que o vício antigo de fazer tudo por ele torna tudo mais rápido e ágil e dependendo da situação até mais cômodo, mas temos tentado insistentemente fazer com que ele faça algumas tarefas sozinho, como colocar a comida no prato e tomar banho. Ir ao banheiro ele já ia há muito tempo (só o número 2 é que realmente precisa de ajuda), escovar dentes, pentear o cabelo (mesmo que o penteado fique parecido com o Zé bonitinho, mas tá valendo). Nosso garotão tem se esforçado bastante e isso é o que importa.

Vestido do jeitinho dele

terça-feira, 22 de junho de 2010

"Nada se cria tudo se copia"

Nossa dificuldade nas sessões de psicoterapia, dita em um post anterior, parece ter sido solucionada. Como sugestão da Cíntia, para descobrir se a resistência do Gabriel tinha relação à ela ou ao atendimento em si, simulamos a ida ao consultório para ver a Camila, que é uma outra psicóloga que atende outro menino na mesma hora da sessão do Gabriel. E não foi que ele aceitou numa boa. Também pudera, a Cíntia é que corrige, que pega no pé, que cobra, enfim, que faz o trabalho "chato". Já a Camila é pra dar beijos, abraços, emprestar brinquedo ou DVD's. Pelo menos agora ele não apronta um auê pra ir pra consulta. A Cíntia resolveu também não continuar utilizando as caixinhas (programas utilizados na sessão), ao invés disso ela procurou outras abordagens, para ver se assim ele aceitaria melhor as sessões. Ontem a coisa melhorou ainda mais, já que a Cíntia e a Camila resolveram trabalhar de forma conjunta o Gabriel e o outro menino, que também se chama Gabriel, mas que tem 11 anos. Parece que a sessão foi sensacional. Como o comportamento do meu Gabriel é totalmente moldado por imitação, foi maravilhoso ele ter outra criança para copiar. Até massagem ele pediu porque o outro garoto não começa sua sessão sem essa atividade. Massagem não é o forte do meu Gabriel. Pra ele aceitar só na base da brincadeira e mesmo assim tem que ser por pouco tempo, porque já fica impaciente. Agora ele já mudou e até pede por um carinho com óleo de massagem. Outra coisa muito legal foi que o outro Gabriel faz sempre as caixinhas numa boa, sem reclamar e quando o meu Gabriel viu, começou a querer fazer também. Pronto, achei tudo de bom. Fiquei aliviada pois assim a Cíntia pode dar continuidade ao seu trabalho, antes interrompido. E o mais maravilhoso foi o comentário do meu Gabriel frente a uma certa situação: Estava a Camila e o outro Gabriel finalizando a sua sessão, quando ele perguntou se ele poderia ir um pouco pro computador. A Camila disse que não, pois o pai dele já havia chegado e que por isso ele precisava ir embora. Ele insistiu e disse que queria muito jogar um pouco no computador. De novo a Camila disse que não, que já era preciso ele ir embora. Assistindo todo o diálogo, o meu Gabriel fez o seguinte comentário: - Nossa Cíntia, eles estão conversando, né? A Cíntia respondeu: - É Gabriel, quando tem um problema as pessoas precisam conversar para resolvê-los. Daí ele falou: - É Cíntia, não pode bater, nem beliscar. Tem que conversar! Uhuuu!! Vibrei quando a Cíntia me contou. Acho que foi  um dos momentos mais esperados por mim desde quando a agressividade do Gabriel apareceu (isso tem mais ou menos uns 3 anos, quando os beliscões, tapas e chutes começaram). Vocês não podem imaginar como foi importante saber que meu filho, enfim, entendeu que precisa conversar para se entender com outras pessoas. Para mim isso não tem preço. Fico emocionada só de pensar que isso é um grande (re)começo para ele. Torço pra que essa imitação continue sendo positiva e que ele continue copiando os bons comportamentos do seu companheiro de terapia.

sábado, 10 de abril de 2010

Perguntas surgindo...

 
Gabriel não pode ver uma placa de sinalização de entrada ou saída que começa a tecer seus comentários e perguntas. 
- Mamãe aqui é a entrada e ali, a saída. E repete várias vezes sua nova constatação. Quando não acha a entrada: - Mamãe aqui é a saída, cadê a entrada? E fica procurando até achar. O ruim é que as vezes não achamos a placa de entrada daí já viu, ele fica meio triste.
Outras vezes fala: - A entrada é pra entrar e a saída é pra sair né mamãe? (morro de rir quando ele diz isso) - Pode entrar pela saída? E pode sair pela entrada?


Outra fase que está começando é a do POR QUE. Geralmente acontece lá pelos 3 ou 4 anos e essa semana finalmente ele começou a fazer os famosos questionamentos que exigem da gente um pouco de conhecimento e imaginação. As vezes essas perguntas me dão um nó na cabeça, mas sinceramente adoraria ter uma coleção deles há muito tempo.